sábado, 23 de março de 2013

Crítica: Hitchcock


Hitchcock sempre me pareceu ser um bom filme. Deste os trailers até os posters, do elenco principal aos secundários, tudo parecia apontar para um bom filme. Mas me surpreendi quando ele não apenas alcançou minhas expectativas mas ultrapassou-las - e se mostrou um filme excelente.
O filme adapta o livro "Alfred Hitchcock e os Bastidores de Psicose", e, como o título sugere, conta a história por trás da criação de um dos melhores filmes da história e o mais conhecido do mestre do suspense. Mais que isso, o filme tem um enorme foco na esposa de Alfred (interpretado por Anthony Hopkins), Alma Meville (Helen Mirren). Alma sempre ajudou o marido com seus filmes, sendo responsável por muitos roteiros e edições. Entretanto, ela preferia não ser creditada oficialmente.

Hitchcock então, não se resume só a mostrar como foram feitas algumas das mais marcantes de Psicose e como se chegou ao projeto e ao elenco. Mais que isso, ele mostra como era a vida de Hitch e Alma durante esse período: das brigas ao amor. E é aí que o filme ganha muitos pontos, afinal, pouca gente sabe como era o relacionamento dos dois. Anthony Hopkins entrega uma atuação espetacular que aliada a maquiagem, o deixa o verdadeiro mestre do suspense. Helen Mirren também está maravilhosa como Alma e fica a pergunta de porque este filme não foi lembrado no último Oscar nem nas categorias de atuação (foi lembrado só na de Melhor Maquiagem). O elenco secundário também está ótimo, por sinal.
Além de entreter com humor e drama, o filme também informa bastante ao público. Como, por exemplo, que quando Hitchcock procurava por seu próximo foi lhe oferecido adaptar Casino Royale ao cinema ou fazer uma adaptação de O Diário de Anne Frank. Ou que a edição inicial de Psicose não foi muito bem recebida, mas a final, feita com a ajuda de Alma (que também escreveu boa parte do roteiro) sim, causou uma ótima impressão no público. Ou como a cena do chuveiro era considerada violenta e assustadora para a época. Ou ainda ver cenas que provavelmente foram feitas mas que não necessariamente sejam a realidade como quando Hitchcock fica do lado de fora da sala de cinema na estreia de Psicose se divertindo ao som dos gritos das pessoas na cena do chuveiro.
Hitchcock é um filme esperto e divertido, que informa e nos entretém de maneira formidável. Após a última cena, é impossível não pensar em como o mesmo time envolvido por trás deste filme nos apresentaria os bastidores do filme seguinte a Psicose do diretor: Os Pássaros.

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