domingo, 10 de fevereiro de 2013

Crítica: O Lado Bom da Vida


O Lado Bom da Vida (Silver Linings Playbook,2012) conta a história de Pat Solitano que acaba de sair da clínica psiquiátrica onde ficou internado por meses, pois tem bipolaridade e quase matou o amante de sua ex-mulher, Nikki. Para reconquistá-la, ele decide ajudar Tifanny que também tem seus problemas, sendo seu par num concurso de dança, para que ela a ajude a se corresponder com a ex.
Mais que uma excelente comédia, O Lado Bom da Vida se faz nas situações. Por mais diferentes e esquisitas que possa ser, tudo é feito de uma maneira tão crível que, somado com os excelentes diálogos do (ótimo) roteiro e as atuações impecáveis do elenco, se tornam perfeitas. Falando em atuações, Bradley Cooper entrega uma atuação digníssima de nota por seu Pat, e ainda que a parada do Oscar de Melhor Ator esteja realmente complicada este ano, a indicação de Cooper foi mais que merecida. Robert De Niro, Jacki Weaver e Chris Tucker também estão ótimos em seus papéis coadjuvantes. E, o maior destaque do filme, na minha opinião, Jennifer Lawrence como Tifanny. A atriz mostra porque é a maior atriz de sua nova geração. Jennifer sabe apostar em ótimos blockbusters (Jogos Vorazes, X-Men: Primeira Classe) e ótimos filmes para prêmios (Inverno da Alma e, agora, este desta crítica). Sua atuação em O Lado Bom da Vida, que lhe garantiu sua segunda indicação, pode muito bem ser sua primeira vitória. Tem todos os motivos para isso.
No final, a comédia com toques de drama e romance também, se leva totalmente nos seus personagens, diálogos e situações, que fazem o espectador rir e torcer para um final feliz, que nem sempre pode ser encontrado na dura vida. Mas, como Pat, temos sempre que acreditar no positivismo. E, podem acreditar também, que não se arrependerão caso forem assistir a O Lado Bom da Vida (com a direção impecável de David O. Russell , que mereceu todas as suas 8 indicações no Oscar 2013 - o filme é, com certeza, um dos melhores de 2012.

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