quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Crítica: A Dama de Ferro



A Dama de Ferro (The Iron Lady, 2011) faz um relato da vida política e pessoal da ex-primeira-ministra inglesa Margaret Tatcher (Meryl Streep, perfeita mais uma vez), passando por sua adolescência, filha de comerciantes, por seu auge político e por sua velhice, quando já está com Alzheimer. E é aí que mora o maior erro do filme: as alucinações de Tatcher com seu marido falecido Denis (Jim Broadbent). Algumas dessas cenas são totalmente desnescárias e poderiam ter sido deixadas de lado para que fosse dado um maior destaque as cenas que realmente importam: as do auge político de Margaret.
O filme não retrata talvez o lado mais "ruim" de Margaret Tacher, já que o objetivo do filme é criar uma protagonista para torcermos por, que seja mais humana e boazinha. Não é díficil pensarmos: "Coitada dela". E há Meryl Streep que sozinha poderia carregar o filme nas costas (e quase o faz). Só por sua atuação, o filme já merece ser visto. No geral A Dama de Ferro é um bom filme de drama e que (merecidamente) deu a Meryl Streep o seu terceiro Oscar (de impressionantes 17 indicações). Claro nem se compara com outros filmes sobre uma personalidade que na velhice tem Alzheimer (Iris de 2002, por exemplo. Belíssimo filme, aliás, com ótimas atuações de Judi Dench, Kate Winslet e Jim Broadbent- lembra dele?) mas mesmo assim vale o preço do ingresso, até porque Meryl Streep é sempre Meryl Streep.

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